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SOLIDÃO

ARMANDO BUENO DE CAMARGO

CRP – 06-93377 / CNES 7071124

Psicanálise - Sexualidade humana




"Solidão: um lugar bom de visitar uma vez ou outra, mas ruim de adotar como morada". Josh Billings


A solidão é um sentimento universal , portanto, afeta a todos, indiferentemente da idade, nível social e econômico, mas, cada indivíduo reage de maneira única, quanto a intensidade e a periodicidade.

Solidão é o não pertencer, estar no vazio, estar desconectado, mesmo estando cercado de pessoas, é um estado de ausência e de referência, é falta de vínculo e identificação do outro, ou mais que isso, é a anulação do outro, o outro passa a ser invisível, transparente, sem importância. É o sentimento de insatisfação e incompatibilidade com o mundo.

É o sentir-se diferente dos que estão à volta, com os que não compartilham de seus valores, escolhas, é o sentir-se excluído; são sentimento subjetivos, uma vez que as características humanas são peculiares ao tempo, ao mundo social, ao mundo econômico, valores morais e éticos. Nessa circunstância pode também representar o mecanismo de defesa, é a não exposição, é a autoproteção, evitando assim, mágoas, ressentimentos e frustrações.

Algumas das causas da solidão: dificuldade de relacionamento, timidez, excessiva introspecção, medo de hostilidade, o vazio existencial, vulnerabilidade, o sentir-se em desamparo, angústia, baixa autoestima, negativismo; episódio de depressão pode ser o gatilho do isolamento,

O morar só não implica solidão, algumas pessoas se sentem felizes em estar só, usando seu espaço com desenvoltura, nesse caso podemos classificar como pessoas autossuficientes.

Podemos considerar alguns níveis da solidão: leve, mediana e intensa, a primeira podemos considerar quando surge pensamentos intrusos, pensamentos negativos, medo de exposição; a segunda quando além da reclusão surge algum tipo de sofrimento, autoexclusão; e o terceiro nível é um processo de desesperança, desencontro irremediável com o mundo que o cerca, neste caso, se faz necessário ajuda profissional, tanto do psicólogo ( para tratar a baixa autoestima, autoconhecimento e auto confiança e mudança de comportamento; como também intervenção de um psiquiatra para atuação medicamentosa.

A decorrência da solidão voluntária ou não, podem trazer consequência inesperadas como: ansiedade, distúrbio hormonal ( excesso de cortisol e adrenalina – baixa quantidade de ocitocina, dopamina, serotonina, endorfina e mesmo melatonina devido ao distúrbio do sono, que pode ocorrer), estresse, depressão, insônia, baixa imunidade etc. . Em caso mais severo e prolongado pode propiciar o uso de droga, álcool , automutilação e ideia suicida.

Os aspectos humanos de realização, são principalmente o afetivo, o profissional, o social e o pessoal, a maioria das pessoas conseguem se realizar em um ou mais aspectos dessa realização, porém, o pessoal é o mais importante, pois define o que deseja para si, seus objetivos e metas, como quer sua relação com o mundo, como quer ser visto pelo mundo, e que caminho quer prosseguir.

Ter consciência de que a solidão está sendo prejudicial à sua vida, facilita ao indivíduo do que precisa fazer e o que pode tirá-lo desse estado, procurar situações que lhe traga o mínimo de prazer é o início de sua relação consigo mesma.

Atividade física normalmente é muito indicado, desde que o indivíduo esteja fazendo o que gosta, não somente como elemento terapêutico , há de se perguntar como se comportar com a solidão, ter a certeza de onde quer estar, aí reside o afago em sua alma sofrida, quer estar a sós ou acompanhado, são escolha que permite ter o mínimo de felicidade e encontro com sigo e a própria vida.


Avenida General San Martin 116 sala 3 – Ponta da Praia - Santos /SP –

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